23.01.2007
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Debaixo de um sol de meio-dia de inverno, deitado sob o cascalho a olhar um céu infinito. Paz.
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16.01.2007
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Como o vento pelo galho de uma árvore jovem, as estações que passam fazem vibrar em mim a seiva da vida. E é tanto quanto basta. E um dia, quando a árvore perder as forças, só terei que fazer o mesmo que agora: dormir, uma última vez.
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15.01.2007
manifesto
Este blog não tem sentido nenhum. Por isso é que continua a existir, porque não existe para nada. Se existisse explicitamente para alguma coisa já teria desaparecido, porque não teria cumprido esse propósito. É um blog sem sentido. É um blog livre. É um blog que tem o sentido de não ter que ter um sentido para existir.
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14.04.2006
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O silêncio, apenas a natureza respira. Ao adormecer, gosto de virar a cabeça e sentir o bater do coração a ressoar no ouvido. É a certeza tranquila de saber que por dentro e por fora tudo se ajusta. É a realização diária do desejo de em cada noite quando chegada a hora do sono, ou na última quando avistada a hora da morte, sentir o mundo como no ventre materno.
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07.04.2006
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Numa manhã límpida como esta não sou eu que caminho, mas ancestrais vários fundidos num desejo de harmonia com o mundo e com a vida
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06.04.2006
tempo? lugar?
Tempo? Lugar? Eu: no quando onde estou; vós: outros seres, em outros tempos, em outros lugares.
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05.04.2006
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Velocidade que se esfuma na tranquilidade da natureza. Aqui, não é o homem na cidade, é o animal na sua natureza harmónica.
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03.04.2006
acordar
Num rumor vagaroso, a brisa da manhã já se levanta na copa das árvores. À minha volta um clamor de aves. Uma luz dilatada no horizonte anuncia o novo dia. E nestes movimentos os sinais que todas as madrugadas me despertam.
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02.04.2006
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Na cidade há um odor constante a podridão, e na atmosfera humana uma solidão estampada. O individualismo aqui é-me aterrador: cada um por si na destruição constante do que é de todos.
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30.03.2006
passos
Caminho com os olhos por todo o horizonte que me responde com um vento fresco de montanha
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