04.12.2007

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as tuas palavras, fugazes, suspiros
de sonhos, ou traços
de lâmina, acolhem-se

lânguidos na minha memória

e são o que me resta de ti.

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03.12.2007

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palavras que são despedida,

fragmentos de seres, abraços
de encontros que não voltam.

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22.11.2007

uma manhã que se abriu num poema a dois

... Demoraste tanto a falar

Gostei de te conhecer...

 

Saudades, espero pela tua resposta...

Morremos pelo que não dizemos

Não, não sou só eu...

Sinto e muito, és-me muito

Não, espera... Não.

 

... Vamos olhar para as estrelas

Não li a tua carta, não consegui

Olha aqui, estamos os dois

Assim estamos melhor.

Afinal não consigo

Vai, és tu que queres partir.

 

Olá,

Pensei escrever-te, mas

Eu escrevo,

Novamente nesta indefinição, e agora...

Caminhemos,

Emociona-me saber-me nos teus passos.

 

A tua benção,

Meu quase amor.

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19.11.2007

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Horas a escrever sobre ti. E isso pode conter imensos significados, mais não seja o de me dares um significado.

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18.11.2007

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Palavras que são cadências
de sons interiores, rumores
que me digo sem te dizer.

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17.11.2007

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Palavras que são gestos de uma saudade que não cala, de um amor que não cessa.

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11.08.2007

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A parte do corpo masculino de onde o Criador tirou uma costela, para criar a mulher, não ficou vazia. Ficou plena de uma carência. Carência que não sei designar, que não sei explicar, cujo sentir apenas se atenua no movimento de encontro com o feminino. 

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25.07.2007

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Amanhã, não estarei aqui. No ar restará o aroma do encontro dos corpos. E em mim a certeza de te ter amado.

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24.07.2007

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Ainda agora, nesse milésimo de segundo atrás, o teu toque no meu corpo. E nele a certeza de uma proximidade há muito desejada.

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30.06.2007

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Vejo-te ao longe, nesse vestido branco e vermelho preenchido de flores. Os traços orientais do teu rosto, vincos sérios, de uma irresistível sedução. E o meu olhar, preso, à janela.

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