02.11.2008

reconstrução

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades."

 

Luís Vaz de Camões

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15.03.2008

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e no teu rosto, sereno, traços cor do bronze
embalados no sono
e olho-te

a pele, as feições, o corpo descoberto

movimento subtis, sonhos onde entras

e respiro-te no aconchego tranquilo

que esparges no espaço

 

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14.03.2008

... Fabianando...

"No more blues
I'm going back home
(...)
Home is where the heart is
(...)
No more fears
And no more sighs
No more tears
(...)
When we settle down
There'll be no more blues
Nothing but happiness"

 

Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes / Jessei Cavanaugh/Jon Hendricks

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30.09.2007

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To study Buddhism is to study the self.

To study the self is to forget the self.

To forget the self is to be enlightened by all things.

To be enlightened by all things is to

remove the barriers between oneself and others.

Zen Master Dogen, 1200-1253

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08.08.2007

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As coisas aéreas, leves, rumos

de asas ou cadência

de sílabas, devemos

acolhê-las com algum amor

- são talvez as derradeiras.

Eugénio de Andrade

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02.08.2007

sorry seems to be the hardest word

What I got to do to make you love me?
What I got to do to make you care?
What do I do when lightning strikes me?
And I wake to find that you're not there?

What I got to do to make you want me?
What I got to do to be heard?
What do I say when its all over?
Sorry seems to be the hardest word

It's sad, so sad
It's a sad, sad situation
And it's getting more and more absurd
It's so sad so sad
Why can't we talk it over?
Oh it seems to me
Sorry seems to be the hardest word

What I do to make you want me?
What I got to do to be heard?
What do I say when it's all over?
Sorry seems to be the hardest word

What do I do to make you love me?
What I got to do to be heard?
What do I do when lightning strikes me?
What do I got to do?
What do I got to do?
When sorry seems to be the hardest word

Elton John

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28.06.2007

a propósito de um pão com versos de M. Torga

Ao ler, ao acaso, um poema do M. Torga percebi que ele podia ter sido escrito para ti. Alterei as duas palavras em itálico, para o aproximar um pouco mais. Deixo-to aqui uma retribuição ao mimo dos versos do poeta num saco de pão (acho que ele iria apreciar essa ideia):

Catequese

Reza comigo, se te queres salvar.

Deus é pura poesia.

E o poema uma humilde petição

No templo sacrossanto da eternidade.

Reza comigo, a ler e a memorar

Os versos que mais possam alargar

O teu sentimento

De ti, do mundo e do negro inferno

De cada hora.

Purificada neles, terás então

No coração

A paz aliviada que te falta agora

 

Original de Miguel Torga (Coimbra, 15 de Abril de 1992, em Diário XV)

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27.06.2007

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Não vais acreditar... mas, pensando bem, acho que só namorei tanto tempo com ela por causa dos peitos. Eram volumosos e de uma elegância escultural, incrivelmente bonitos. Irresistíveis...

 

 

A memória é uma sedutora escorregadia e, também ela, irresistível...

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26.06.2007

capitanio

Há mais de um ano, o António escrevia neste blog:

"À janela, vejo o sol fugir para lá do horizonte. E neste olhar, neste momento diário de contemplação sinto simultaneamente paz e angústia. Todas as coisas têm pelo menos duas faces."

E nestes dias, sinto como minhas as tuas palavras, António. 

As pessoas que mais nos tocam têm esse dom: o de se tornarem companheiras incontornáveis do nosso caminho e parte intrínseca do nosso ser. 

E à janela, na paz do final de cada tarde, ao lado da nossa Capitanio sinto já parte da angústia da sua partida. 

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25.06.2007

meus amigos maiores

E vamos caminhando... e nos passos sinto a respiração já arfante dos meus companheiros maiores. Sem pressas, amigos, que me quero e vos quero na génese das paisagens de muitos mais anos.

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