01.02.2007
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Era uma vez uma fuga. Uma fuga que corria e corria e corria. Uma fuga que não sabia do que fugia. Uma fuga que só sabia ser daquela forma. E isso lhe bastava. Um dia, uma nuvem que passava empurrada pelo vento perguntou-lhe por que é que ela nunca parava. Ela ficou surpreendida, nunca tinha colocado essa hipótese. E ao experimentar abrandar um pouco estremeceu de medo. E correu, correu muito. Sempre em fuga.
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