16.04.2006
Budapeste, domingo
Estação de comboio, Nyugati Pu. Dentro da estação, o tempo e o espaço como que parados. Em passo acelerado percorremos a estação, procuramos a bilheteira internacional. À nossa volta, as pessoas parecem mover-se em outra dimensão. Os passos são pesados. Caminham em pequenos grupos de duas, três, quatro pessoas. A atmosfera, cinzenta no exterior, é de um amarelo translúcido dentro da estação. Rostos parados, inexpressivos, a olhar para os horários. Funcionários dos caminhos de ferro com as ferramentas nas mãos, a trabalhar, lentamente, de olhos postos nas pessoas. Os bancos, semi-ocupados; pessoas sentadas com sacos espalhados pelo chão. Entramos nas galerias contíguas à gare principal. Cores escuras, cheiro a urina e a pó. Já nas bilheteiras não há computadores, tudo é manual. Para a venda de cada bilhete é realizada é uma grande panóplia de procedimentos, carimbos, assinaturas, passaportes, impressos e mais impressos. Tudo muito lentamente. Mendigos arrastam-se encostados às paredes. Outros dormem nos bancos. Tudo vagaroso. Tudo muito lentamente.
Hoje é domingo, dia de páscoa.Escrito em hm | Comentários (0)


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