30.10.2005

À maneira de Benamor Lhopes

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A vida não é de abrolhos.
É de abr'olhos

A vida não é de escolhos.
É de escolhas.

Por que me olhas e m'olhas?
Por que me forras a alma
com o relento de um sentimento?

Serei eu a tua escolha?

Abre os olhos e olha,
que eu já me escolhi em ti!

Alexandre O'Neill

26.10.2005

12-03-2003 a 25-10-2005

À solidão da Beira e da Raia em Junho no desespero da contracção interior

Aos contrastes do mundo avistado da capela de São Gabriel

Às calçadas do Arco do Cego nas noites vazias de sonhos e sentido

Ao banco matutino do Jardim Botânico numa manhã fria de Dezembro

Ao Alentejo dos braços cruzados nas planuras, colinas e falésias só suas

Ao arrepio tranquilo no tabuão do Pulo do Lobo

Ao olhar perdido nos horizontes esvaecidos de Barcelona

À noite que se fez intemporal nos passos salgados de Âncora

Aos suspiros cajadados no chão vivo do Caminho

Ao silêncio falado no cinzento abandonado da Pontinha

Aos interiores caminhados nas ruas e vielas de Lisboa

Ao Marão no amparo quente e perene das suas fragas:

A reinvenção de um eterno retorno.

 

25.10.2005

Brothers

“They had that attitude that makes brothers, that unexpressed but instant and complete acceptance that you must be Masai wherever it is you come from. That attitude you only get from the best of the English, the best of the Hungarians and the very best Spaniards; the thing that used to be the most clear distinction of nobility when there was nobility.”

 

Ernest Hemingway, Green Hills of Africa

 

22.10.2005

Para todos os amigos

O mais belo dos mares,

É aquele que ainda não vimos.

A mais linda criança,

Ainda não nasceu.

Os nossos dias mais formosos,

Ainda não os vivemos,

E o melhor daquilo tudo que tenho para te dizer,

Ainda não o disse.

                             Nazim Hikmet

12.10.2005

...«Doze dozes»...

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