29.06.2007
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Quantos dias de vida ainda tenho
Quantas palavras de amor vou ainda sussurrar
Quantas mulheres vou ainda amar
Quantas frases vou ainda escrever
Quantas vezes vou ainda ver os que me são especiais
Até quando cada dia continuará a ser ainda o primeiro dia do resto da minha vida
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26.06.2007
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E é assim que o mundo dos homens gira: onde em um se perde a luz, em outro se incendeia o corpo. E o primeiro, sou eu.
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22.03.2007
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Alguém sabe o que é corpo? Alguém sabe o que é alma? Alguém sabe o que é amor? O que é vida? O que é o coração? O que é o tempo? O que é o homem, o que é cada homem?
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15.02.2007
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Talvez a minha vida se tenha tornado paradoxal desde que comecei a ver o meu pai, calvo (desde sempre assim até onde me leva a memória), cortar o cabelo dos outros até morrer nos seus belos 84 anos.
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03.02.2007
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28.01.2007
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Olho o mar como quem olha o fim: sou eu que me aproximo dele ou é ele quem o faz?
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Paro, olho para trás e vejo na areia os sulcos dos meus pés. Sem saber porquê choro. Será este o trilho que eu queria? O que há nele de destino, o que há nele de escolha?
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20.01.2007
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Tarde. Mais um crepúsculo na baía dos meus anos.
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15.01.2007
manifesto
Este blog não tem sentido nenhum. Por isso é que continua a existir, porque não existe para nada. Se existisse explicitamente para alguma coisa já teria desaparecido, porque não teria cumprido esse propósito. É um blog sem sentido. É um blog livre. É um blog que tem o sentido de não ter que ter um sentido para existir.
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13.01.2007
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Recordas-te de quando nos lembrávamos que ainda mutuamente nos pensávamos?
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